quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Jens Ritter

Hoje o post é sobre um luthier da nova geração que eu admiro bastante. Trata-se do alemão Jens Ritter conhecido por produzir não apenas excelentes intrumentos, mas obras de arte. E ele pode se gabar disso, pois um dos seus baixos faz parte da mostra permanente do Smithsonian Museum em Washington D.C.

Ritter nasceu em uma família de carpinteiros e recebeu os primeios ensinamentos do seu pai e do seu avó. Quando criança fazia arcos e flechas de madeira para brincar. Aos 7 anos fez seu primeiro instrumento musical com restos de materiais para um projeto da escola. Começou a tocar baixo na adolescência e a modificar seu próprio instrumento. Insatisfeito com o baixo que tinha e sem dinheiro para comprar um melhor, começou a fabricar baixos para ele e para os amigos. Complementando sua formação, Ritter estudou artes, fabricação de violino e engenharia mecânica. Estabeleceu-se profissionalmente como luthier em tempo integral no final dos anos 90.

Ritter mostrou seus instrumentos para Dirk Groll, editor da revista Gitarre & Bass, para saber sua opinião. Algumas semanas depois, estampava um artigo de 5 páginas na revista e havia se tornado um "bass builder".
  
 

Ritter tem um estilo bem característico, com design baseado em linhas modernas e assimétricas e que se destaca pelo acabamento impecável. Além disso, seus instrumentos chamam a atenção pela elegância. Alguns baixos tem peças e incrustações em ouro e também incrustações de diamente.


 
A maioria das peças dos seus instrumentos são de fabricação exclusiva, incluindo captador, ponte, alavanca para baixo e até mesmo as cordas. Veja a seguir algumas jóias fabricadas por Ritter, começando pelo último lançamento:

Baixo R8






  

Baixo Roya













Baixo Cora





Baixo Jupiter






 
Baixo Okon




Baixo Seal





Apesar de ser especialista em baixos, recentemente Ritter começou a produzir guitarras também (a partir de 2010, se não me engano).

Guitarra Princess Isabella









Guitarra Monroe







Outros instrumentos:










Fiquei pensando se havia algum baixo Rittter no Brasil dado o preço e raridade. Pesquisando na internete, fiquei sabendo que o PJ, baixista do Jota Quest, possui vários baixos (uns 4 pelo menos). PJ viu um baixo do Ritter numa revista há vários anos e imediatamente ligou interessado em adquirir um instrumento. Acabaram se tornando amigos e o PJ tornou-se uma espécie de piloto de testes. Ritter já foi em vários shows que a banda fez no exterior e tem notícia de que trabalha numa série especial para o baixista.

   

Os preços dos instrumentos são a partir de 4 mil Euros e aumentam conforme as especificações do cliente, o que sinceramente não acho caro pela qualidade e exclusividade (PS: não que eu tenha dinheiro para adquirir um desses) . Maiores informações no site da Ritter Instruments.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CBG Esplêndida - Parte IV

Continuando a saga da CBG, chegou a hora da instalação dos trastes. As fotos do celular ficaram muito ruins mas dá para ter uma idéia. Sem contar que não consegui girar a segunda foto de maneira nenhuma e ficou de cabeça para baixo mesmo.

Estava com dificuldade para instalar os trastes até o final dos sulcos, por mais força que eu batesse com o martelo. Esse mesmo problema tive também na primeira guitarra. O resultado é que os trastes ficam mais altos, e uns mais que outros, dando mais trabalho para fazer o nivelamento. Tive luz assistindo uns vídeos no youtube. O segredo é utilizar uma lima fina para alargar o sulco dos trastes, aí eles entram completamente e nem precisa de tanta força assim. Aprendi mais uma.




Depois dos trastes instalados, foi a vez de fazer o perfil da parte traseira do braço. O desbaste mais pesado eu fiz com essa ferramenta preta e vermelha chamada spokeshave (não sei o nome em português). É uma lâmina de ferro adaptada numa haste utilizada para retirar lascas de madeira.


O ajuste fino é feio com esses raspadores (scrapers). É uma terapia usar essa ferramenta para raspar a madeira. Tem que tomar cuidado para não se empolgar e retirar mais madeira do que o necessário. kkkk Além disso, é mais rápido e o acabamento fica melhor do que utilizar grosas e limas, como fiz na primeira guitarra. Sem contar que não produz toda aquela poeira de serragem. O próximo passo é lixar o braço para ficar lisinho.


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CBG Esplêndida - Parte III

Inicialmente, um ótimo ano de 2012 para todos que passam por aqui. Que ele seja melhor que 2011 (que já foi ótimo) e pior que 2013 (sinto informar que o mundo não irá acabar em 2012).

Os trabalhos na CBG continuam.

As primeiras fotos são da pestana que fiz de um pedaço de acrílico. Recortei com a serra e lixei um bocado para ficar na medida e bem lisinha. Ainda falta fazer o encaixe das cordas, mas isso é mais para frente.





Precisei aprofundar o encaixe da tampa da caixa de charutos no braço. Aproveitei para fazer o encaixe do captador. Coloquei ele inclinado de maneira parecida com o captador da ponte da Fender Telecaster. Pelo que ouvi dizer, o captador inclinado dá um maior equilíbrio no volume das cordas graves em relação às cordas mais agudas.




As fotos a seguir são do recorte na tampa feito com o formão para encaixar o captador.




Também fiz a ponte a partir de uma sobra de pau-ferro. Apesar de pequena, essa peça me deu bastante trabalho para serrar na medida certa, lixar e depois fazer o encaixe da peça de acrílico que vai sustentar as cordas. Além disso, confirmei minha suspeita de que essa madeira me dá alergia. Pouco depois de trabalhar comecei a ficar com partes do braço, da perna e do tórax vermelhos e coçando bastante. Tomei logo um antialérgico receitado pelo médico quando tive anteriormente e melhorou em dois dias. O mesmo aconteceu em maio do ano passado quando estava trabalhando na escala da guitarra, mas como eu tinha mexido em outros tipos de madeira simultaneamente (cedro e maple, além do pau-ferro) não consegui confirmar que esta última me provocava alergia.




Apesar da alergia e do trabalhão, não pude aproveitar a peça. Quando estava quase acabando, deixei a Dremel escapar um pouco e perdi o trabalho. Tive que repetir tudo novamente. Dessa vez, usei um pedaço de sobra de maple.



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CBG Esplêndida - Parte II

Uma atualização rápida para mostrar o progresso na CBG.

Corte dos espaços para instalação dos trastes. Dei bobeira num dos trastes e o corte ficou torto, mas acho que consegui consertar.



Furos para colocação das tarrachas.


Furo para jack de saída.


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CBG Esplêndida - Parte I

O primeiro passo na construção da CBG é alinhar o centro da caixa com o centro do braço para marcar os pontos em que irão se encaixar. Em seguida, é só utilizar uma serra fina para realizar o corte. Não tem mistério, é só  serrar com bastante cuidado porque a caixa é frágil.



 
   


Com a tupia, rebaixei o local de encaixe entre a caixa e o braço. Não tirei fotos dessa parte. O rebaixo é para o braço ficar um pouco acima do plano da caixa de forma com que as cordas não fiquem muito altas.

Aproveitei também para rebaixar a mão da guitarra onde ficam as tarrachas, numa construção semelhante ao braço da Fender. Outra opção seria fazer a mão angulada para trás, o que seria mais trabalhoso e está fora da proposta desse projeto que é mais rústico. E haja pó de serragem!!
 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

NOVO PROJETO - CBG Esplêndida

Essa linda caixa de charutos Cohiba Espléndidos se transformará numa autêntica Cigar Box Guitar em breve. A caixa foi presente de um grande amigo, parceiro de motoclube e apreciador de charutos, o Javali (valeu Java!).

O braço, de madeira não identificada, foi presente do meu sogro (valeu sogro!). Na verdade, braço e escala serão uma peça só. Comprei um captador simples e as tarrachas mais baratas que encontrei. Tudo para seguir a filosofia desse estilo, que alia rusticidade e criatividade.

A CBG, que se chamará Esplendida, utilizará as 4 cordas mais graves de uma guitarra comum. Estou pensando em deixá-la com uma afinação diferente do padrão e que seja mais apropriada pra tocar blues com slide. Como a construção é a aparentemente simples, a intenção é que ela esteja fazendo som até o reveillon.






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